Sem equilíbrio financeiro e econômico é muito difícil ser competitivo
74301 para se defender no mercado internacional e vender mais no exterior. A
74301 competitividade passa pela colocação de ordem em casa, afirmou, ontem, o embaixador Rubens Barbosa. Ele participou, em São Paulo, da abertura do 9o. Congresso Latino-Americano de Comércio Exterior, organizado pela Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban), para discutir a participação das instituições no financiamento do comércio internacional. Para os bancos, a integração do Brasil ao MERCOSUL passa pela liberalização do câmbio. "O Brasil não tem liberdade cambial. E isso é uma necessidade, ou não acontece o MERCOSUL", afirmou Roberto Konder Bornhausen, presidente da Felaban. Barbosa ressaltou que o desempenho econômico do Brasil tem prejudicado as estatísticas latino-americanas. O crescimento do PIB da região foi de 2,4% no ano passado; mas, excluindo a queda de 0,99% do PIB brasileiro, a taxa latino-americana sobe para 4,3%. A inflação dos países da região foi de 410% em 1992; tirando-se a explosiva taxa brasileira, cai para 22%. No entanto, o tamanho e a importância da economia brasileira foram suficientes para atrair US$10 bilhões em investimentos estrangeiros, quase um sexto do total de US$57 bilhões de ingresso líquido de capital registrado pela América Latina no ano passado. O Brasil concentrou 38% do intercâmbio regional da América Latina em 1992, com uma fatia de US$11,2 bilhões para um total de US$31 bilhões. Cerca de 24% do comércio exterior brasileiro foi feito com parceiros latino-americanos, em comparação com 12% a 14% do início da década. O MERCOSUL é um dos principais responsáveis por esse incremento, apontou o embaixador. O intercâmbio entre os parceiros do MERCOSUL foi de US$6,5 bilhões, e cresceu no primeiro quadrimestre deste ano 61% em comparação com igual período de 1992, representando 11,4% das operações externas brasileiras (GM).