OS NEGÓCIOS ENTRE BRIZOLA E A PROMON

A amizade mantida há 10 anos entre o governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), e o engenheiro José Carlos Sussekind, dono da Promon Engenharia, permitiu que a empresa participasse de obras públicas que movimentaram mais de US$900 milhões. A parceria foi iniciada em 1983 com a construção do Sambódromo e se estendeu aos CIEPs, aos presídios Bangu I e II e à Linha Vermelha. Também nos CIACs houve participação da Promon, recomendada ao ex-presidente Fernando Collor por Brizola, que, durante o processo de Impeachment", cedeu empresas públicas para comprar móveis. Os contratos da Promon com a União e o Estado do Rio de Janeiro foram analisados por dois especialistas em Direito Administrativo, que destacam a superposição de função e "flagrante agressão à legalidade e moralidade administrativas" (O Globo).