O governo anunciou ontem que a nova política salarial do funcionalismo público federal terá reajustes quadrimestrais, com antecipação a cada dois meses. O ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, assegurou ainda que haverá reposição total das perdas salariais uma vez por ano, em janeiro, como acontece na iniciativa privada, na data-base de cada categoria. Ao contrário do que acontece na iniciativa privada, entretanto, a nova política valerá para todos os salários e não somente para a faixa até seis mínimos. O Ministro disse também que a falta de receita no momento impede que os servidores tenham agora um novo reajuste, além dos 85% concedidos em maio. O anúncio do governo, porém, não foi suficiente para acabar com a greve dos 500 mil funcionários públicos em todo o país. Além da nova política salarial, os servidores reivindicam a liberação do FGTS para quem passou do regime celetista para o Regime Jurídico Único; anistia para todos os servidores demitidos em greve nos últimos anos; e isonomia entre os três poderes (O Globo).