A dívida dos 1.900 sindicatos filiados com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) mais do que dobrou de um ano para outro. O débito acumulado de março de 1992 a maio de 1993 soma US$1 milhão, quase 10% do orçamento da central (US$11,5 milhões). No exercício anterior, a inadimplência totalizou US$400 mil. Segundo o novo tesoureiro-geral da CUT, Kjeld Aagaard Jakobsen, a recessão e a queda no poder aquisitivo são as principais razões para o aumento. "A receita dos sindicatos cai na mesma proporção da desvalorização dos salários reais dos trabalhadores", explica. Ao mesmo tempo, com a recessão, aumentam as despesas dos sindicatos, que precisam realizar mais campanhas contra o desemprego e por salários. De março de 1991 até maio de 1992, a CUT obteve US$2 milhões como ajuda externa. Este ano, segundo Kjeld, o máximo deve ser US$1,1 milhão, devido ao surgimento de centrais no Leste Europeu (FSP).