O mesmo material orgânico que compõe mais da metade do lixo doméstico de Rio Claro (SP) se transforma em alimento para famílias carentes, alunos das escolas estaduais e municipais e crianças assistidas pelas creches da cidade. Talos e cascas de verduras, legumes e sementes de algumas frutas são os principais ingredientes do cardápio alternativo preparado pelo Fundo Social de Solidariedade do município, ligado à prefeitura. O projeto, de agosto de 1990, serve de modelo a muitas cidades. "A comida alternativa, além de permitir que as famílias carentes equlibrem o orçamento doméstico, é também fundamental para a recuperação de organismos debilitados", afirma a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Rio Claro, Mitiko Nevoeiro. Os efeitos positivos do cardápio alternativo foram oficialmente comprovados pela médica pediatra Maria José Marotti, que acompanhou a primeira fase do projeto. Depois de verificar os efeitos da alimentação enriquecida na merenda servida nas escolas e creches municipais, a médica diagnosticou a diminuição dos casos de diarréia, anemia e até mesmo de problemas respiratórios, como alergia e bronquite. Constituído de fibras e nutrientes, o cardápio alternativo promove, segundo ela, a desintoxicação das células, melhorando o desempenho geral do organismo (O ESP).