CPI DO PC FAZ UM ANO E VOLTA A ATUAR PARA PUNIR CULPADOS

Um ano após sua instalação, no dia 1o. de junho de 1992, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do caso Paulo César Farias vai voltar a funcionar. Seu objetivo agora é conseguir novas provas e pressionar a Justiça para que os denunciados no inquérito que provocou o Impeachment" do presidente Fernando Collor de Mello sejam punidos. Com apoio do presidente da comissão, deputado Benito Gama (PFL-BA), e do relator, senador Amir Lando (PMDB-RO), será criada uma Comissão Externa no Congresso Nacional para acompanhar as investigações que ainda estão sendo feitas sobre o caso pela Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República e pela agência norte-americana Kroll Associates. O procurador-geral, Aristides Junqueira, está refazendo a denúncia original contra o ex- presidente Collor, PC e outros seis envolvidos para caracterizar formação de quadrilha. A prova que faltava para confirmar que Collor dava carta branca a seu amigo PC para que se apresentasse como autoridade do governo apareceu: um memorando reservado pedindo carro-- "viatura descaracterizada"--, pessoal e alimentação para a casa de PC. Informo-vos que tal solicitação-- em caráter excepcional-- visa dar cumprimento à ordem do excelentíssimo senhor presidente da República, no que tange à proteção da referida autoridade". Assinado pelo então chefe da Divisão de Proteção de Instalações da Presidência, Marco Antônio de Farias, o pedido foi obtido extra-oficialmente pelo Centro de Inteligência da Polícia Federal, e põe ponto final nas manobras de dissimulação de Collor sobre suas ligações com PC. A Procuradoria-Geral da República já está com o documento (O Globo) (JB).