A indústria bélica nacional perdeu quase todas as batalhas comerciais em que se envolveu nos últimos cinco anos. Mas o quadro, agora, começa a mudar. O personagem mais importante dessa fase da guerra é a nova versão do equipamento militar brasileiro de maior sofisticação, o Astros-II, um lançador múltiplo de foguetes de saturação, produzidos pela Avibrás Aeroespacial, em São José dos Campos (SP). Largamente empregado pelo exército do Iraque na luta contra o Irã, e também pela Arábia Saudita na Guerra do Golfo, o sistema será mostrado em junho no Salão de Aeronáutica e Espaço de Le Bourget, em Paris (França), no formato de defesa de costa, coordenado por uma centra de comando e ativado por um radar de vigilância. Cada bateria custa US$10 milhões. As cargas do Astros-II pode ser destinadas à destruição de pessoal, blindados, ou incendiários. O Astros-II é o principal responsável pela recuperação financeira da Avibrás, concordatária em 1990, e que em apenas três anos conseguiu pagar dívidas de US$200 milhões e, em 1992, registrou um lucro de US$10 milhões (O ESP).