A Associação Paulista de Empreiteiros de Obras Públicas (APEOP) centralizava a liberação dos recursos do setor de habitação popular para garantir a comissão de 6% ao "esquema PC" de cada dólar aprovado pelo Ministério da Ação Social. O ex-vice-presidente do Setor Habitacional da APEOP, Ismael Ribeiro, era o responsável pela aprovação. Ele foi funcionário da Construtora Schaim Cury e atuava em conjunto com dois outros ex-executivos da empresa, Cláudio Cahem e André Filho. Segundo ex- diretores da APEOP, o dinheiro arrecadado era direcionado para duas contas fantasmas, uma no Bradesco e outra no Banco Itaú. As duas contas arrecadaram mais de US$300 milhões apenas em 1991. No ano seguinte, as contas passaram a ser menos utilizadas. O "esquema PC" na área de habitação popular era comandado por Ramon Arnus Filho, secretário nacional da Habitação do Ministério da Ação Social, e que trabalhou na campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello em São Paulo (JB).