Os advogados da FUNAI Octávio Uchoa e Amauri Azevedo entraram ontem com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão do juiz de Redenção (PA), José Maria Teixeira do Rosário, que decretou a prisão preventiva do líder caiapó Paulinho Paiakan, acusado de estupro, no ano passado. Paiakan aguarda julgamento em prisão domiciliar na aldeia Aucre. No último dia 26, ele não foi a uma audiência, alegando infecção dentária e malária. No recurso, os advogados pedem que o juiz os reconheça como defensores de Paiakan. Ele desconsiderou as gestões dos advogados da FUNAI, por entender que Paiakan é um índio emancipado. Os advogados pedem ainda um habeas corpus para o cacique e uma liminar para cancelar o processo criminal que tramita na Justiça de Redenção (O ESP) (O Globo).