O presidente da Comissão Diretora do Programa de Privatização, André Franco Montoro Filho, criticou ontem dirigentes da PETROBRÁS contrários ao programa de privatização. "Eles são contra. Se isso significa sabotagem ou não, não sei", disse. Montoro afirmou que "a resistência do setor petroquímico é pública e notória" e citou nominalmente Roberto Villa, presidente da PETROQUISA e diretor da área comercial da PETROBRÁS. Montoro chegou a enfatizar que a legislação determina que todo servidor público em cargo de confiança é obrigado a colaborar com a privatização. Aí, é uma questão de cumprir a lei, disse. Para Montoro, essas resistências estão impedindo um andamento mais rápido do programa. Na área do Executivo, além das críticas à PETROBRÁS, ele citou o Banco Central. Disse que falta esforço do BC para resolver a futura carência de moedas a serem usadas no programa. O Conselho de Administração da PETROFÉRTIL (grupo PETROBRÁS) aprovou ontem o preço mínimo de US$207 milhões definido pela Comissão Diretora do Programa de Privatização para sua controlada ULTRAFÉRTIL. A decisão contrariou o voto da diretoria da própria PETROFÉRTIL, que havia proposto a rejeição em reunião realizada na semana passada (FSP).