A multinacional Pioneer Sementes foi condenada a pagar uma indenização bilionária aos jesuítas da Sociedade Antônio Vieira, pela contaminação de sementes de milho pelo agrotóxico Aldrin. A decisão foi tomada pela 1a. Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, depois que uma granja dos jesuítas registrou a morte imediata de sete mil galinhas, mil pintos (e envenenamento de outros 20 mil), além da perda de 168 mil ovos. O valor da indenização chega a Cr$99 bilhões, e a entidade deseja ainda outra indenização pelo abalo da imagem comercial da granja, que fica em Salvador do Sul (RS). O problema ocorreu em setembro de 1984, quando a Pioneer vendeu à granja 116 mil quilos de milho contaminado com o agrotóxico, através da empresa Comercial de Cereais Vale dos Sinos. O milho, usado na alimentação das aves e oferecido a preços abaixo do mercado, tinha sido tratado com Aldrin para ser utilizado como semente. Sem capacidade de germinar, o milho recebeu um polimento para eliminar a cor rosada do inseticida e foi vendido como se fosse próprio para a alimentação animal (JB).