Segundo as informações, a área econômica do governo está preparando um novo "pacote" econômico que prevê as seguintes medidas: suspensão temporária e parcial do pagamento dos juros da dívida externa, acompanhada de centralização cambial no Banco Central (BC); reajuste dos aluguéis, em 28 de fevereiro, pela variação da inflação nos últimos 12 meses-- prevista em 71,2%-- e recongelamento por prazo ainda indefinido; redução dos juros, que passam a ser pós-fixados com base na LBC (Letras do Banco Central), e tabelamento das taxas de intermediação cobradas pelos bancos ("spreads"), que ficariam em 8%, em média; gatilho ou abono salarial e recongelamento, por 120 dias, dos preços controlados pelo CIP (Conselho Interministerial de Preços) e pela SUNAB (Superintendência Nacional de Abastecimento) e também dos salários. O ministro da Fazenda, Dílson Funaro, negou que exista a disposição do governo de centralizar o câmbio, mas confirmou, porém, estudos para reduzir as taxas de juros e o reajuste dos aluguéis com base na inflação (JB).