PARAGUAI PEDE IGUALDADE NO MERCOSUL

O presidente eleito do Paraguai, Carlos Wasmosy, anunciou que será um ardoroso impulsionador do processo de integração do MERCOSUL, mas "num plano de igualdade". O processo "não se tornará realidade sem vontade política e nobreza de propósitos, ou sem que se formem instituições supranacionais que legislem e julguem a conduta dos governos e dos próprios povos", disse Wasmosy em entrevista ao jornal mexicano "El Sol de Mexico". "Sem isso, não haverá regras do jogo claras", completou. Como exemplo, recordou que a Argentina reagiu à agressividade comercial brasileira através de uma sobretaxa aduaneira prejudicial para todos os sócios do MERCOSUL. Tal medida, longe de parar o Brasil, prejudicou sobretudo o Paraguai e, em menor medida, o Uruguai. Por sorte, segundo Wasmosy, uma gestão do governo paraguaio conseguiu reverter a situação, suspendendo essa taxa que afetou muito o volume de exportações
74123 paraguaias. Vamos nos integrar se isso trouxer pão e bem-estar aos cidadãos, mas
74123 enquanto não houver uma coordenação de políticas macroeconômicas, que
74123 hoje não pode existir pelo problema do Brasil, acho difícil que a
74123 integração se realize, declarou o futuro chefe de Estado do Paraguai. Talvez em 1995 cheguemos a concretizar uma zona de livre comércio, ponderou, qualificando de razoável esse prazo. Carlos Wasmosy definiu como ainda muito longíquo o eventual efeito benéfico do NAFTA para o resto do continente. Segundo ele, "na América do Sul temos o suficiente para um mercado regional" (JC).