É necessário que os fretes baixem, mas este resultado só deve ser
74121 alcançado através do entendimento mútuo, nunca trocando o nosso futuro
74121 por ganhos eventuais imediatos advindos de uma pretensa liberdade total dos
74121 fretes. A opinião é do representante da indústria do Estado do Rio de Janeiro no âmbito nacional do MERCOSUL, Arthur João Donato, empresário da indústria de construção naval e presidente da FIRJAN. Ele disse não se sentir constrangido ao tentar administrar propostas antagônicas, oriundas dos dois segmentos que integra indústrias de construção naval e transportes marítimos. Os armadores, segundo afirma, pretendem proteger o tráfego marítimo zonal, enquanto que a indústria, especialmente segmentos paulistas, defende a liberação do tráfego às terceiras bandeiras, como forma de baixar os fretes. Os armadores, descontentes com o descaso da indústria quanto à sobrevivência da Marinha Mercante brasileira, sugerem, em contrapartida, a adoção de imposto de importação zero. Para Donato, somente o bom-senso poderá levar ao acordo entre os segmentos e acredita que ele será inevitável. "Mais cedo ou mais tarde, os exportadores entenderão que a redução dos custos através de uma liberalização será barata num primeiro momento, mas gerará, posteriormente, dependência absoluta às bandeiras estrangeiras", disse (JC).