ACORDO COM OS BANCOS TEM PRAZO ADIADO

O governo brasileiro e o Comitê Assessor dos Bancos Credores anunciaram ontem o adiamento, de 31 de julho para 30 de novembro, do prazo para a conclusão do acordo da dívida externa, de US$36 bilhões. O governo acredita que serão necessários pelo menos dois meses para que sejam concluídos pela área jurídica os contratos com as diversas opções de renegociação da dívida. Com o adiamento, o governo ganhou, ainda, um prazo maior para conclusão do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), indispensável para a renegociação da dívida privada. No mesmo comunicado, governo e comitê informam que decidiram os limites para a escolha das opções de renegociação. Quase 60% dos bancos preferiram converter a dívida em bônus ao par, que não têm desconto, exigem garantias em bônus do governo norte-americano e, em compensação, têm taxas de juros fixas, de no máximo 6% ao ano. Pouco menos de 20% optaram pelo bônus de desconto, que traz um desconto de 35% no estoque da dívida renegociada, também exige garantias e tem taxas de juros flutuantes. Outros 20% dos bancos optaram por outros mecanismos de renegociação. "Em termos de custo, as opções se equivalem, mas o bônus ao par exige mais gastos com garantias", disse o negociador da dívida, Pedro Malan (O Globo) (JB) (GM).