Fabricantes brasileiros de bens de capital (caminhões, tratores e máquinas) acusam a Argentina de quebrar o Tratado de Assunção (que definiu o MERCOSUL) e de praticar protecionismo industrial com a nova política econômica anunciada dia 1o. de Maio no país vizinho. O governo argentino igualou em zero as alíquotas de importações para bens de capital oriundos do Brasil e de outros países, o que vai contra o espírito do bloco econômico por trás do MERCOSUL. O governo argentino também oferece um crédito prêmio e 15% para compras de bens de capital feitos naquele país. Tais medidas ainda precisam ser regulamentadas, mas já causaram preocupação do lado brasileiro. Os produtores de bens de capital reuniram-se com técnicos do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, no último dia 25, e decidiram enviar uma nota-denúncia à comitiva do governo brasileiro em visita à Argentina. "É o governo quem deve agir neste caso", disse Mario Mugnaini, vice-presidente da ABIMAQ (Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos) (O ESP).