XINGÓ NÃO SERÁ INTERROMPIDA

Apesar das várias auditorias indicando irregularidades que vão da contratação de serviços sem licitação a denúncias de superfaturamento, o ministro das Minas e Energia, Paulino Cícero, decidiu não interromper a construção da Hidrelétrica de Xingó, a maior obra em execução pelo governo federal entre os estados de Alagoas e Pernambuco. Segundo um documento assinado pelo ministro e enviado esta semana ao TCU (Tribunal de Contas da União), a interrupção da obra poderia aumentar os riscos de racionamento de energia elétrica no Nordeste, além de representar um prejuízo anual de até US$200 milhões. "A interrupção se mostra, além de economicamente calamitosa, social e politicamente insuportável", enfatiza o ministro. Apesar da comprovação do aumento do custo das obras em 12%, no período de junho de 1983 a fevereiro de 1992, o ministro diz ao TCU que não se pode concluir, agora, que tenha havido superfaturamento (JB).