Cerca de 3,3 mil trabalhadores rurais acamparam ontem no pátio do Palácio do Cambeba, sede do governo do Ceará, em Fortaleza, para pedir ao governador Ciro Gomes (PSDB) adesão a um documento que reivindica 500 mil vagas a mais no programa de frentes produtivas. A negociação, organizada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG) e pelo Departamento Rural da Central Única dos Trabalhadores (CUT), só terminou quando Ciro assinou um documento em que se compromete a defender na Comissão Nacional da Seca o aumento do número de vagas e o valor da bolsa de trabalho, que dependem apenas do governo federal. O governador se comprometeu, ainda, lutar pela manutenção do Programa de Frentes Produtivas de Trabalho até abril de 1994, e também pelo reajuste periódico do valor das bolsas de trabalho. Ciro Gomes prometeu que o Ceará vai lutar "no limite dos recursos financeiros" para garantir o abastecimento de água e que fará gestões junto aos prefeitos para que garantam pelo menos 10% de seus orçamentos para apoio aos agricultores alcançados pelos efeitos da seca (JB).