O Orçamento Geral da União deste ano terá cortes de gastos de cerca de US$2 bilhões. O anúncio foi feito ontem pelo ministro do Planejamento, Alexis Stepanenko. Segundo assessores do ministério, serão cortadas principalmente as despesas de caráter social previstas nas quatro mil emendas ao Orçamento feitas por deputados e senadores, e que em sua maioria implicam repasse de verbas para estados e municípios. Stepanenko explicou que os cortes viabilizarão a meta do governo de não gastar mais do que arrecadar, para conter a emissão de moeda. Os programas prioritários do governo serão preservados. Os Ministérios do Bem-Estar Social, da Saúde, da Educação e da Integração Regional também devem sofrer cortes. Isto porque estas pastas receberam o maior número de emendas dos parlamentares e, portanto, foram as mais beneficiadas na previsão dos gastos. No Ministério da Saúde, com exceção dos programas do SUS (Sistema Único de Saúde), diversos itens estão sujeitos a cortes, da construção de hospitais até a importação de medicamentos (O Globo).