DUPLICAÇÃO DA CENIBRA CONSUMIU US$220 MILHÕES

A duplicação da CENIBRA (Celulose Nippo Brasileira) vai custar US$811 milhões para os sócios da CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) e o consórcio de consumidores japonês (JBP). O projeto já consumiu US$220 milhões e vai aumentar a produção das atuais 350 mil toneladas/ano de fibra curta para 700 mil toneladas em 1995, data já prevista para a conclusão da ampliação. Com este aumento da produção, o faturamento previsto da empresa vai saltar de US$200 milhões para US$400 milhões. A área de reflorestamento irá aumentar para 170 mil hectares e o número de empregos diretos será de 10 mil. A produção de fibras de celulose da CENIBRA no primeiro trimestre do ano foi de 90 mil toneladas. A celulose, de janeiro a março, obteve um rendimento médio de mil toneladas por dia. Foram produzidas 512.779 toneladas de produtos florestais para a fabricação do produto final, em Belo Oriente (MG). Das vendas acumuladas no trimestre-- 93,5 mil toneladas- -, o Japão consumiu 47 mil toneladas, a Europa 12 mil toneladas, EUA 21 mil toneladas, totalizando 80 mil toneladas. O mercado interno ficou com 13,5 mil toneladas. O preço médio FOB praticado pela empresa foi de US$356 a tonelada, o que representa queda de US$100 em relação ao preço médio praticado em 1992. A CENIBRA foi fundada em 1979 e entrou em operação em outubro de 1993. A empresa, que tem a participação majoritária da CVRD, em associação com empresas consumidoras de celulose, no Japão, emprega hoje cinco mil trabalhadores e ocupa uma área reflorestada de 84.582 hectares (GM).