EMPRESA MUNICIPAL FINANCIA TRABALHO SEMI-ESCRAVO

A RioUrbe (Empresa Municipal de Urbanização do Rio de Janeiro) financia, em Cosmos, zona oeste da cidade, duas obras para a construção de casas populares em que a maioria dos operários trabalham em regime semi-escravo, sem carteira assinada e com salários inferiores ao piso profissional. Os operários ganham cerca de Cr$170 mil por dia, não têm direito a café da manhã e não contam com equipamentos de segurança, como capacetes e luvas. O empreendimentos Cesário de Melo e Icurana, com um total de 980 casas, estão sendo realizados pela Construtora Casarano, que não sabe informar quantos funcionários mantém no local. Ontem, durante visita dos vereadores Guilherme Haeser (PST) e Jurema Batista (PT), da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, os trabalhadores informaram que são chamados por subempreiteiras que os remunera de acordo com o serviço prestado. A RioUrbe afirma que sua única função é fiscalizar os detalhes técnicos da construção, e que a Casarano é totalmente responsável pela obra. Luiz Augusto Barbosa Silva, sócio-diretor da Casarano, justificou que os operários sem carteira assinada são os recrutados pelos subempreteiros, e não os da sua empresa (O Dia) (JB).