GENERAL QUER DEMARCAR FRONTEIRA COM "PICADÃO"

Uma inusitada idéia foi lançada pelo comandante militar da Amazônia, general José Sampaio Maia, como solução para acabar com os incidentes com os países vizinhos ao longo dos 9,2 mil quilômetros de fronteiras do Brasil na Região Amazônica. O general quer a abertura de um "picadão" (uma trilha com clareiras) por toda a fronteira para demarcar claramente os limites do Brasil na Amazônia. Para o general, essa é a maneira mais viável de resolver o problema da falta de marcos divisórios na região, que tem sido causa de incidentes com os vizinhos brasileiros, em especial a Venezuela. "O ideal seria construir um muro alto, tijolo a tijolo, de Roraima a Rondônia, mas isso não é possível", lamentou. De acordo com o general, o "picadão", com largura de cinco a seis metros, poderia servir de estrada e facilitaria a vida de militares, garimpeiros e índios, que hoje transitam pela região de um país para o outro, sem saber que estão cruzando a fronteira. Queremos evitar problemas na fronteira, diz o ministro do Exército, general Zenildo Zoroastro de Lucena. Com o estreitamento das relações com a Argentina e a formação do MERCOSUL, transferências para a Amazônia de unidades militares do Rio Grande do Sul estão previstas. Uma brigada está sendo instalada em Tefé (AM) e a criação de uma outra está sendo planejada em São Gabriel da Cachoeira (AM), região conhecida como Cabeça do Cachorro. No último dia 22, o ministro participou, em Boa Vista (RR), da solenidade de instalação do quartel-general da 1a. Brigada de Infantaria de Selva, uma unidade transferida de Petrópolis (RJ) para Roraima (O ESP).