O presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Roberto Procópio Lima Netto, disse ontem que a empresa planeja demitir 1.200 funcionários nos próximos 12 meses, uma média de 100 por mês. A companhia, cuja privatização faz hoje um mês, tem 16.550 empregados. Este mês devem ser demitidas 130 pessoas, segundo Lima Netto. As dispensas, afirmou, não quebram seu compromisso com o Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda (RJ) de não demitir em massa. Para Lima Netto, só haveria demissão em massa se fosse feita uma redução de 5% da força de trabalho da siderúrgica de uma vez, pouco mais de 800 pessoas. Embora afirme que não fará demissões em massa, o presidente da CSN não aceitou que a promessa constasse de acordo coletivo de trabalho assinado este mês. Pela legislação, a empresa privatizada que demitir em massa tem de treinar os demitidos para recolocação no mercado. As demissões, disse, são parte de um processo de aperfeiçoamento da mão-de-obra da CSN. "Se pretendemos chegar entre os melhores do mundo, precisamos ter gente entre os melhores do mundo", afirmou (FSP).