COMPRAS DO BRASIL NA ARGENTINA CRESCERAM 76%

As importações brasileiras de produtos argentinos subiram 76% no primeiro trimestre deste ano, em coparação com o mesmo período de 1992, alcançando US$769 milhões ante US$545 milhões. O salto se deveu, principalmente, à compra de veículos, petróleo, farinha de trigo e arroz, mas houve também a contrapartida do país vizinho. As exportações de produtos brasileiros para a Argentina passaram de US$302 milhões entre janeiro e março do ano passado para US$533 milhões no mesmo trimestre deste ano (avanço de 40%). Issi significa uma elevação no intercâmbio total entre os dois países de 53,7% e uma redução do déficit comercial de US$243 milhões (registrados em 1992) para US$236 milhões neste ano. Estamos mais próximos de um equilíbrio, disse o embaixador argentino no Brasil, Alieto Gaudagni. Segundo ele, o mais importante é registrar intercâmbios comerciais cada vez mais elevados e não fixar-se apenas nos saldos. Ele projeta para este ano uma redução de 50% no déficit entre os dois países em relação a 1992, quando a balança comercial entre os dois países fechou com um negativo de quase US$1,5 bilhão para a Argentina. As exportações brasileiras para a Argentina também subiram. No primeiro quadrimestre, passaram de US$801 milhões (em 1992) para US$1,018 bilhão neste ano. Em abril, entretanto, elas chegaram a US$249 milhões ante US$256 milhões no mesmo mês do ano passado. O comércio entre os dois países deve continuar crescendo, prevê o embaixador, que calcula um aumento no peso proporcional do país. Neste ano, o Brasil deve absorver 20% do total exportado pela Argentina e em 1994 deverá passar para 25%. Isso demonstra a grande elasticidade de importações do Brasil", disse o embaixador (GM).