O presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Enrique Iglesias, ameaçou ontem, em Londres (Inglaterra), não participar do pacote de reestruturação da dívida externa brasileira com os bancos credores comerciais, estimada em US$42 bilhões, caso persista o impasse nas negociações entre o país e o FMI (Fundo Monetário Internacional). "Nem o BID nem o Banco Mundial contribuirão para o Brasil montar o programa de reescalonamento de seus débitos externos, se o governo brasileiro não fechar um acordo com o FMI", disse. Iglesias acrescentou, no entanto, preferir que o país possa obter os créditos a que tem direito: "Esperamos que o Brasil cumpra os principais pontos de suas reformas econômicas e avance nas negociações com o Fundo". Segundo as informações, o BID foi solicitado a entrar com US$600 milhões dos US$2 bilhões que o Brasil oferecerá aos bancos credores que aceitarem renegociar a dívida do país com desconto (O ESP).