ARGENTINA QUER SUPERAR BRASIL COM EXPORTAÇÕES

O governo argentino fixou como objetivo aumentar suas exportações para US$15 bilhões este ano, para US$38 bilhões no ano 2000 e para US$50 bilhões um pouco mais tarde, revelou ontem o chanceler Guido Di Tella. O volume de vendas previsto para o ano 2000 é superior ao valor exportado pelo Brasil no ano passado, de US$36 bilhões. Ele participou ontem, em Buenos Aires, de uma reunião com o Encontro Nacional de Exportadores Argentinos (ENEA), que reúne representantes diplomáticos do país junto aos países da Comunidade Econômica Européia (CEE) e mais ou menos 800 pequenos e médios empresários. O ENEA visa aproximar os empresários argentinos das economias européias, com o fornecimento de informações que são difíceis de ser obtidas dentro do país. Entre os principais assuntos da reunião dos diplomatas com os empresários figuram 45 estudos de mercado e 90 perfis, elaborados por conselheiros econômicos argentinos tomando como base a demanda de cada país da CEE. Entre os itens que mais interessam aos países europeus se destacam peças de reposição, mel, produtos de couro, frutas, vinhos finos, peixe, jogos e calçados. O maior mercado para os produtos argentinos dentro da Europa é a Alemanha, logo depois de Portugal, Bélgica, Espanha, Países Baixos, Itália, Grã-Bretanha e França. O incremento do comércio da Argentina com a Europa é fruto de permanentes gestões promovidas pelos países daquele continente em nações que fazem parte do MERCOSUL. Essas gestões têm como origem principalmente a Alemanha, onde instituições de pesquisa trabalham incessantemente para ampliar o espaço de influência daquele país. Os esforços da Alemanha são uma evidente contrapartida às iniciativas dos EUA à formação de uma comunidade de livre comércio (JB).