Para aumentar sua arrecadação este ano, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) também vai implantar seu IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira). Aprovado na 5a. Plenária Nacional da central, em julho de 1992, o imposto vai representar US$22 milhões dos US$35 milhões que a entidade pretende obter este ano, segundo Delúbio Soares de Castro, até ontem tesoureiro-geral da CUT. O imposto vai sair dos salários dos cerca de 17 milhões de trabalhadores da base das mais de 1.900 entidades filiadas à central, desde que aprovado em assembléia. O desconto será de 1% do salário. Poucos sindicatos já fizeram a discussão em sua base e aprovaram o imposto. Delúbio cita o dos Telefônicos do Paraná, Petroleiros do Paraná, Telefônicos do Espírito Santo, Eletricitários de Campinas e Rodoviários de Brasília. A CUT também mudou este ano a periodicidade do pagamento dos sindicatos à central. Apenas os 300 maiores, que contribuem com 80% do orçamento da central, farão pagamentos mensais. O resto fará pagamentos bimestrais, semestrais ou anuais. "Nossa crise financeira se deve à recessão", afirmou Antônio Carlos de Andrade, diretor-executivo, que propôs uma auditoria financeira na CUT para provar que não há "problemas" (FSP).