A instabilidade política e econômica do país, somada à crise administrativa do setor público, está dificultando o acesso de empresas, organizações não-governamentais (ONGs) e institutos de pesquisa brasileiros aos recursos externos disponíveis para investimento em projetos ambientais. "As fontes de financiamento existem, mas estão cada vez mais difíceis para os empreendimentos do Brasil devido à falta de confiança internacional", afirma Valfredo Schingler, diretor da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), entidade criada há um ano e mantida por 24 grandes empresas, com o objetivo de captar recursos externos para projetos empresariais de meio ambiente. Segundo ele a FBDS não conseguiu até hoje a liberação de um centavo para investimento em meio ambiente pelas empresas brasileiras. O único avanço concreto foi o enquadramento de um projeto da siderúrgica Pains pelo Global Environment Facility (GEF), gerido pelo Banco Mundial (BIRD), no valor de US$5,9 milhões. Mas o desembolso ainda não aconteceu (GM).