ESTUDO DO FMI REVELA QUE ECONOMIA BRASILEIRA É MAIOR

A economia brasileira é muito maior do que se imaginava, segundo acabam de informar os economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ela é, na verdade, praticamente o dobro do que se pensava. O Produto Nacional Bruto (PNB) alcança US$790 bilhões anuais, em vez dos US$450 bilhões que até o momento figuravam nos documentos oficiais. Apesar disso, o país continua em nono lugar no "ranking" mundial. Acontece que a performance de outros, como a China e a Índia, foi melhor. Os chineses, que tinham a décima maior economia, saltaram para a terceira posição, desbancando a Alemanha e perdendo apenas para os EUA e o Japão. Os indianos, que estavam na 11a. posição, pularam para sexto, ocupando a vaga que era da Grã-Bretanha, que caiu para a oitava posição. O México ocupa a décima posição. Essas novidades estão em um estudo que o FMI preparou com base no novo método para aferição do desempenho econômico, e que será divulgado na próxima semana. O novo sistema, segundo a diretoria do Fundo, é mais preciso. Até aqui as economias eram medidas estipulando-se o valor do produto bruto simplesmente fazendo a conversão da moeda nacional para dólares. Agora, o FMI começou a usar a paridade do poder de compra para comparar a performance dos países. Isto é: o Fundo passou a comparar as moedas pelo seu poder de compra dentro do próprio mercado nacional e não de acordo com taxas de câmbio. Em termos mais simples, o FMI agora calcula o valor da economia levando em conta quais produtos e que tipo de serviços podem ser comprados com a moeda nacional dentro do próprio país. Com isso, o poder de compra dos brasileiros é muito maior do que aparecia nos cálculos oficiais. O dado atual indica uma renda per capita de US$2.940,00 mas, de acordo com o novo sistema, o índice é equivalente a US$5.240,00 (O Globo).