PNUMA DIZ QUE AUMENTA DOAÇÃO AO TERCEIRO MUNDO

O diretor-executivo, no Brasil, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Haroldo Mattos de Lemos, disse ontem, em Porto Alegre (RS), que desde a realização da Rio-92, que completa um ano em junho, os países do Primeiro Mundo vêm progressivamente ampliando os recursos a fundo perdido para programs de preservação ambiental em países em desenvolvimento. Conforme ele, o pleito dos países em desenvolvimento foi de aumentar a parcela de doações dos países do Primeiro Mundo que representava no ano passado 0,33% do PIB desses países. A meta era alcançar um aumento para 0,70%, o que, segundo Lemos, ainda não foi obtido em parte por causa da recessão econômica que atingiu vários países da Europa e também os EUA. Mas há casos concretos de países que estão ampliando esses recursos
73974 como a Noruega, por exemplo, que repassa hoje cerca de 1,15% de seu PIB
73974 para programas ambientais no Terceiro Mundo, afirmou ele. Anualmente o equivalente a US$50 bilhões são reservados pelos países do Primeiro Mundo para programas a fundo perdido. Até o ano 2000 Lemos acha que esses recursos poderão totalizar US$100 bilhões. Entre as principais questões ambientais do mundo atualmente, Lemos enumerou a destruição da camada de ozônio, o efeito estufa, a disponibilidade de água potável e a conservação da biodiversidade-- hoje cerca de 100 espécies da flora e da fauna são extintas diariamente, conforme dados da ONU (GM).