CEE DEVERÁ LIBERAR MAIS US$8 MILHÕES EM 1993

A Comunidade Econômica Européia (CEE) está lançando um programa de ajuda ao Brasil na área social. Os primeiros projetos começam a ser definidos e se destinam basicamente a atender meninos de rua. A CEE decidiu liberar, para este ano, recursos da ordem de US$8 milhões, que serão repassados a organizações não-governamentais (ONGs) brasileiras. A informação foi dada ontem, em Brasília (DF), pelo embaixador Ian Boag, representante da CEE no país. A área social é uma das novidades na cooperação com a CEE, introduzida no chamado acordo de terceira geração, firmado em junho de 1992. O acordo prevê, também, cooperação industrial, em meio ambiente, em ciência e tecnologia e integração regional. Ainda é cedo para um balanço desta nova fase da cooperação, observou Boag, mas ele chamou a atenção para o fato de que nos dois últimos anos foram constituídas 25 "joint ventures", num volume de negócios de US$250 milhões entre pequenas e médias empresas européias e brasileiras. Segundo Boag, neste ano a CEE destinará US$37 milhões para programas de formação de "joint ventures" na Ásia, na América Latina e nos países do Mediterrâneo. O embaixador comentou que a associação de empresas caminha mais rápido na Tunísia, no México e na Ásia. No Brasil, a dificuldade é atingir os empresários devido ao tamanho do país. O primeiro-secretário da delegação européia, Ionello Gabrici, informou que a CEE deverá enviar técnicos para explicar aos países do MERCOSUL as mudanças nos padrões de qualidade dos produtos consumidos na Europa, agora que, com a unificação dos mercados, as exigências se tornaram maiores. Um dado significativo divulgado pela delegação da CEE mostra que em 1991 o MERCOSUL absorveu 22,9% dos investimentos diretos dos 12 países-membros da CEE em relação aos 12,5% destinados aos chamados "tigres asiáticos", 3,7% às nações do Mediterrâneo e 1,3% aos membros do Magreb (países pobres do Norte da África) (GM).