O capricho do presidente Itamar Franco, que dispensou o Palácio Alvorada e insiste em morar em sua residência no Lago Sul de Brasília (DF), obrigou a segurança do Palácio do Planalto a ocupar quatro mansões administradas pelo governo e as garagens e o quintal de um imóvel vizinho pertencente ao Banco Safra. As quatro mansões públicas e a particular que compõem o complexo residencial do presidente têm, juntas, oito mil metros quadrados. Os presidentes brasileiros têm demonstrado pouca simpatia pelo Palácio Alvorada. A residência oficial do chefe do Executivo tem quartel, casa para motoristas, seguranças, jardineiros e empregados. Sua construção foi planejada para garantir segurança e privacidade ao ocupante: um espelho de água impede a passagem do público, que é mantido a uma distância de aproximadamente 800 metros. Mas nada disto parece atrair prováveis inquilinos. O último a usar a residência oficial da Presidência da República foi o ex-presidente José Sarney. A manutenção do Alvorada desocupado vai custar, este ano, Cr$369 milhões. A verba está prevista no Orçamento Geral da União (O ESP).