CNBB CONDENA DIVERGÊNCIAS NO GOVERNO

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Luciano Mendes de Almeida, condenou ontem, em Belo Horizonte (MG), as divergências internas que começaram a aparecer no governo Itamar Franco a partir das denúncias de envolvimento do ministro da Fazenda, Eliseu Resende, com a Construtora Norberto Odebrecht. Dom Luciano pregou o fim das diferenças entre os ministros e a adoção de objetivos comuns para que possam ser atingidas metas prioritárias para o país, como "a campanha contra a miséria, o trabalho de aperfeiçoamento da reforma agrária, a solução para os acampados e a demarcação das terras indígenas". "É preciso superar isso o quanto antes, e não acentuar com medidas e notícias desconexas, insistindo em diferenças, mas muito mais somando naquilo que hoje é prioritário", disse. O presidente da CNBB não acredita que uma reforma ministerial seja suficiente para que o governo encontre "rumo" e promova as mudanças necessárias para solucionar os problemas do país. "Sou a favor não da reforma ministerial, mas de uma convergência de metas na ação dos ministros. O problema não está na pessoa, esta ou aquela, mas está na soma de objetivos, na clareza de metas", afirmou. Para ele, o momento é de "colaboração" e não há espaço para controvérsias (JB).