EQUIVALÊNCIA-PRODUTO VAI CUSTAR US$370 MILHÕES

A implantação do sistema de equivalência-produto no crédito rural em substituição à correção pela TR (Taxa Referencial de juros) vai gerar um rombo anual de US$370 milhões ao Tesouro Nacional. O número foi extraído de cálculos feitos por técnicos do Banco do Brasil, e leva em conta a proposta aprovada no Fórum Nacional dos Secretários de Agricultura, no último dia sete, em São Luís (MA). Inicialmente estima-se um rombo de US$680 milhões, tomando como base o comportamento dos preços agrícolas de 1987 a 1992. O rombo diminui para US$370 milhões se o BB retirar das simulações o ano de 1987, quando os preços agrícolas ficaram bastante deprimidos em consequência do Plano Cruzado. Pela proposta dos secretários, que será encaminhada como projeto de lei ao Congresso Nacional, o valor do financiamento é convertido em quantidade de sacas, tomando como base o preço de mercado do produto apurado no mês anterior pelo Sistema de Informações de Mercado Agrícola. No vencimento do empréstimo, multiplica-se o número de sacas pelo novo preço de mercado. Caso o valor obtido seja inferior à dívida, o Fundo de Equivalência da Agropecuária (Fundagro) cobre a diferença, com dinheiro do Tesouro e de outras fontes de recursos do crédito rural. Técnicos dos ministérios da Agricultura e da Fazenda consideraram precipitação da diretoria do BB demonstrar interesse pela proposta (FSP).