A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou ontem nota oficial afirmando que é "eticamente inaceitável" a utilização da esterilização ou de métodos anticoncepcionais artificiais, como a pílula ou o DIU, como meios de planejamento familiar. A divulgação da nota foi motivada pela realização da reunião do Conselho Nacional de Saúde, marcada para junho, para votar normas sobre planejamento familiar. A CNBB defende o uso dos chamados métodos naturais, como a tabelinha. A nota da CNBB denuncia que, em 1992, a esterilização foi responsável por mais de 50% dos casos de planejamento familiar no país. Em alguns estados do Nordeste, o índice seria superior a 70%. A CNBB condena ainda as campanhas antinatalinas por alimentarem o preconceito de que a fertilidade das famílias pobres é a maior causa dos problemas sociais. A entidade defende a aplicação de normas do Conselho Nacional de Saúde, que garantam o acesso às informações para as camadas mais pobres (O Globo).