O setor de informática é um dos que apresenta problemas mais complexos na discussão sobre taxa única externa a ser adotada pelos quatro países do MERCOSUL, que deve encerrar-se no próximo mês. Uma importante rodada de negociações sobre as taxas terá lugar esta semana no Brasil, cujo governo mantém barreiras alfandegárias de 40% que devem ser reduzidas em junho para 35%. No outro extremo se encontra a Argentina, que reduziu a zero as taxas que incidem sobre a maioria das importações do setor, determinando uma nítida redução nos preços e incentivando a modernização tecnológica da computação e as telecomunicações. Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai acordaram, em princípio, que a tarifa externa comum deverá oscilar entre zero e 20%, dependento dos produtos. O nível máximo de 35% só seria alcançado para alguns bens e serviços particularmente vulneráveis à concorrência extra-regional (JC).