O procurador da República em Minas Gerais, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, pediu ontem à Polícia Federal a abertura de inquérito policial contra o presidente da TELEMIG, Djalma Bastos de Moraes, três diretores e 10 ex- funcionários da estatal de comunicação mineira. Eles são acusados de fraude à concorrência pública, peculato, emprego irregular de verbas e formação de quadrilha. Segundo denúncias, a atual diretoria da TELEMIG, indicada pelo então vice-presidente da República, Itamar Franco, teria repassado a 15 empreiteiras, sem licitação, US$70 milhões. Os recursos, repassados à concessionária mineira da TELEBRÁS, faziam parte do programa Procite, para a venda e instalação de 36.022 linhas telefônicas em Minas Gerais. O procurador afirmou que a TELEMIG, segundo a denúncia, aprovava a proposta apresentada pelas empreiteiras para a instalação dos terminais após prévio acordo com as prefeituras (O Globo).