O governo estuda a aplicação do primeiro programa de desenvolvimento auto- sustentado, o Programa Nacional do Álcool e do Leite (PRONAL), que pretende criar um milhão de empregos no campo e dobrar a produção nacional de álcool, com um investimento de US$2,5 bilhões, o equivalente a 25% de tudo o que se gastou com a adoção do PROÁLCOOL. O PRONAL planeja ampliar a produção de alimentos, especialmente do leite, por meio do uso intensivo do bagaço da cana como ração para gado e adubo orgânico. No próximo dia 24, os ministros das Minas e Energia, Paulino Cícero, da Agricultura, Lázaro Barbosa, o presidente do Banco do Brasil, Alcyr Calliari, e o diretor do Departamento Nacional de Combustíveis (DNC), Marcello Guimarães Mello, autor da proposta, vão debater o programa com usineiros, indústria automobilística e empresários paulistas, na FIESP. A idéia central, diz Mello, é aproveitar as milhares de usinas de beneficiamento de leite espalhadas pelo interior, para hidratar o álcool produzido artesanalmente em alambiques. O projeto se encaixa nos preceitos ecológicos de crescimento econômico com baixos índices de poluição. O objetivo do PRONAL: resolver a questão energética com um combustível limpo (o álcool), renovável e a preços inferiores ao da gasolina, que custa hoje cerca de Cr$2,4 milhões o barril. Já é possível produzir álcool no país pela metade desse preço, afirma Mello (O ESP).