A União Democrática Ruralista (UDR), que levou milhares de produtores rurais a Brasília (DF) para pressionar a Constituinte de 1988, volta a se reorganizar para discutir a revisão constitucional e garantir, principalmente, a proibição de desapropriação de terras produtivas, estabelecida nos artigos 184 e 185. O trabalho de mobilização começou a ser preparado pelo presidente nacional da entidade, Roosevelt Roque dos Santos, advogado e pecuarista de São Paulo. Pelos seus cálculos, os produtores rurais têm a seu lado "cerca de 200 deputados sensíveis aos problemas da agricultura". Com um bom lobby, que classifica de "sadio", garante que poderá conquistar 280 votos. Roosevelt foi vice-presidente da UDR na gestão de Ronaldo Caiado, na época da Constituinte. Depois de aprovada a Constituição, os ruralistas se desmobilizaram. A entidade tinha 300 mil associados em 1988. Hoje, Roosevelt estima que há menos de 100 mil em todo o país, em 90 regionais, cuja reestruturação começará a ser estimulada com uma jornada do presidente a vários estados nos próximos dias. Hoje, Roosevelt participará em Bagé (RS) de um leilão de gado para a arrecadação de fundos (JB).