CNI REGISTRA CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL

Documento divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma que a produção industrial brasileira apresentou "expressivo crescimento" em março, comparado com fevereiro. O pessoal empregado pela indústria apresentou um incremento de 0,22% e o nível da capacidade instalada subiu a 76, o maior dos últimos meses. A remuneração da mão- de-obra empregada cresceu 6,15%. As vendas industriais foram mais expressivas nos estados do Amazonas (43,9%), Paraná (31,15%) e Rio Grande do Sul (27,53%). Depois de três meses de retração houve crescimento no nível de emprego. Segundo a CNI, quem lidera é o Rio Grande do Sul (1,94%), seguido do Paraná (0,67%), Santa Catarina (0,41%) e São Paulo (0,12%). Pernambuco registrou queda de 2,30%. Outro dado positivo, segundo a CNI, foi a recuperação da chamada "massa salarial" (total de salários pagos pelo setor), com destaque para o Espírito Santo (13,13%), seguido da Bahia (10,27%), do Ceará (8,30%) e Rio Grande do Sul (8,28%). O Rio de Janeiro registrou queda de 2,42%, enquanto no Amazonas a queda foi de 11,01%. O nível de emprego não acompanhará o ritmo de crescimento da produção industrial. No universo de 40% do mercado, representado por 1.561 empresas ouvidas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), 45% prevêem expansão de atividade no segundo trimestre, mas apenas 12% pretendem contratar. E 21% prevêem redução de emprego. Esse conjunto de empresas é responsável por 22% da mão-de-obra empregada na indústria e faturou no ano passado Cr$418 trilhões (JB).