O centro do Rio de Janeiro (capital) virou um palco ontem à tarde na apresentação de atores do Teatro do Oprimido, em ato público promovido por vereadores na data da Abolição da Escravatura, que o Movimento Negro considera o Dia Nacional de Denúncia do Racismo. Cento e cinco anos depois da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, a data é rejeitada pelos negros como marco de libertação da raça. O Centro de Articulação de Populações Marginalizadas divulgou manifesto de repúdio ao temor do prefeito César Maia (PMDB) de que refugiados africanos tragam o vírus HIV-2 da AIDS para o Brasil. Em São Paulo (capital), o Dia de Denúncia do Racismo foi aproveitado pelo movimento negro para protestar contra o assassinato do líder Chris Hani, do Congresso Nacional Africano, em frente ao Consulado da África do Sul. Depois do ato, os manifestantes saíram em passeata pelo centro da cidade. O ato também foi de protesto contra a ação dos "skinheads", grupo neonazista (JB).