O delegado Paulo Lacerda, da Polícia Federal, manteve ontem o indiciamento da ex-ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello por corrupção passiva-- pena de um a quatro anos de prisão-- no inquérito sobre o "esquema PC", mas ainda não decidiu se enquadra ou não o seu ex-secretário particular, João Carlos Camargo. Os dois foram acareados ontem na PF em São Paulo para esclarecer o destino de US$230 mil depositados por Paulo César Farias na conta de Camargo, que elega ter usado o dinheiro para pagar despesas pessoas da ex-ministra. Em outubro de 1992, Zélia foi indiciada na "lei do colarinho branco" por irregularidades na privatização da VASP. Zélia, vaiada na entrada por populares, disse que US$165 mil referentes a seus gastos durante o período em que esteve no governo Collor, de 1990 a 1991, foram cobertos por recursos pessoais, um empréstimo e doações feitas por sua família (JB).