O presidente da Comissão Diretora do Programa de Privatização, André Franco Montoro Filho, quer que o governo transforme todos os papéis usados na compra de estatais em um único título, chamado provisoriamente de título de privatização. Seria um título de longo prazo a ser comprado em leilão com "moedas podres", títulos da dívida externa, dinheiro vivo ou títulos de curto prazo, como BBC (Bônus do Banco Central). Ele pretende, com o lançamento do título, aumentar o estoque de moedas de uso na privatização-- o estoque atual é de aproximadamente US$3,5 bilhões-- e contribuir para o alongamento das dívidas interna e externa brasileira. Pela proposta de Montoro, os títulos da dívida externa deixariam de ter o deságio (desconto) obrigatório de 25% para uso na privatização, como prevê a legislação atual. Isso atenderia a uma reivindicação dos credores do Brasil, podendo aumentar a participação desses papéis nas privatizações. O desconto dos títulos da dívida externa e das demais moedas seria definido em leilões para a compra do "título de privatização", a serem feitos pelo Banco Central, aproveitando a estrutura já existente para operações no "open market". O título seria emitido pelo Tesouro Nacional (FSP).