O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Luís Inácio Lula da Silva, encerrou ontem, em Santos (SP), a viagem da "Caravana da Cidadania" que empreendeu pelo interior do país, cinco dias antes do prazo previsto. Apesar da avaliação positiva dos organizadores, o alto comando petista não esconde uma sensação de fracasso. O próprio Lula acha que houve problemas. Ele citou Feira de Santana (BA) e Governador Valadares (MG) como os insucessos da maratona. Considerou esses lugares "esvaziados". A caravana enfrentou também vaias. Anteontem, em São José dos Campos (SP), administrada pelo PT, os manifestantes de uma passeata de "perueiros" (que fazem transporte coletivo em kombis em condições irregulares) vaiaram a prefeita Angela Guadagnin (PT) e membros do grupo de viagem petista. Lula não foi ao comício e ficou no hotel para evitar os manifestantes. Eles reivindicam a liberação de alvará da prefeitura. A viagem de Lula durou 20 dias e passou por 68 cidades. Ao lado do presidente do PT, estavam a ex-prefeita da Santos, Telma de Souza, presidente do diretório de São Paulo, o deputado federal José Dirceu (SP) e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Vicente Paulo da Silva. Embora Lula tenha negado, sua viagem tentou marcar um lançamento oficioso de sua candidatura à Presidência da República (FSP).