Os servidores públicos federais iniciam hoje uma greve geral por tempo indeterminado, na tentativa de forçar o governo a decidir por um índice de reajuste em maio de 113%. Os servidores do IBAMA, do INCRA, do CNPq e da FUNAI anteciparam-se e já paralisaram suas atividades. A crise política envolvendo o ministro Eliseu Resende no caso da construtora Odebrecht está impedindo o governo de iniciar as negociações em torno do reajuste salarial deste mês para servidores civis e militares. A reunião que estava prevista para esta semana entre os ministros da Administração, Fazenda, Trabalho, Planejamento e EMFA foi adiada porque Eliseu é quem define as condições do Tesouro Nacional para fixação do índice a ser concedido. Em São Paulo, a greve dos servidores estaduais se amplia. Vinte e nove dos 42 hospitais públicos do estado estão em greve. Na área da Educação, cerca de 80% dos 50 mil funcionários aderiram ao movimento. Hoje param os 10 mil metroviários e amanhã os servidores da Secretaria de Agricultura. Todos reivindicam melhores condições de trabalho e reajustes salariais (JB).