A Anistia Internacional divulgou ontem relatório sobre crimes cometidos contra populações indígenas em todo o mundo que cita, com destaque, o assassinato em dezembro de 1992 do brasileiro Domingos Paulino, líder guajajara (Maranhão). "Apesar da acusação de que o líder indígena teria sido morto por um conhecido negociante de madeira, nenhuma prisão foi feita pela polícia. Em janeiro de 1993, funcionários do governo informaram à Anistia que não foi aberto inquérito policial", afirma o texto chamado "Uma herança vergonhosa". O relatório cita ainda outros casos ocorridos em diversos países-- no mundo todo vivem 300 milhões de indígenas, espalhados por 70 países. Indígenas têm sido agredidos, torturados e mortos por pistoleiros contratados para afastá-los de suas terras e dos recursos que elas contêm. Muitas vezes isso ocorre com o apoio tácito de autoridades", diz o texto (FSP).