O advogado Darci Frigo, coordenador da CPT (Comissão Pastoral da Terra) no Parará, teve reduzida sua pena de um ano para seis meses de prisão em julgamento encerrado ontem, em Curitiba, por crime de calúnia e difamação. Como esse prazo já foi esgotado entre o julgamento anterior, em setembro do ano passado, e o de ontem, a pena foi considerada prescrita. O advogado havia denunciado o trabalho escravo supostamente promovido pelo deputado Luciano Pizzatto em sua empresa de reflorestamento, na fazenda Guatambu, no Município de Cerro Azul (PR). O deputado, então candidato a prefeito da capital, por causa destas denúncias se sentiu prejudicado nas eleições e moveu processo contra Frigo em 1989, por calúnia e difamação. Pizzatto afirmou que a pena imposta a Frigo não repara os danos morais sofridos. Segundo o bispo Ladislau Biernaski, da Pastoral da Terra, esta é a primeira vez que a Justiça condena alguém que faz e comprova a denúncia (JC).