O programa econômico do governo Itamar Franco, 15 dias depois de seu lançamento, não conseguiu despertar interesse nas discussões políticas do Congresso Nacional. Até agora, apenas duas medidas ao Plano Itamar-- a extinção do INAMPS e o projeto que cria a carreira dos servidores da área de Ciência e Tecnologia-- receberam alterações dos parlamentares. Terminou no último dia sete o prazo de emendas, e foram apresentadas apenas 202, quando projetos de maior impacto, como o do imposto sobre cheques, recebem cerca de duas mil emendas logo nos primeiros dias de tramitação. Plano, que plano?, perguntou, esta semana, o deputado Aloízio Mercadante (PT-SP), depois de ouvir a conferência do ministro da Fazenda, Eliseu Resende, à Comissão de Finanças da Câmara. Ele foi ao Congresso para divulgar as idéias do programa, mas também não entusiasmou outro deputado economista, José Serra (PSDB-SP), que não vê neste conjunto de medidas um plano econômico (O ESP).