O chanceler uruguaio Sérgio Abreu fez ontem, em Santiago (Chile), uma ardorosa defesa do MERCOSUL e disse que os produtores e exportadores chilenos devem ver seu país como "uma plataforma de acesso, através de investimentos, a um mercado significativamente mais amplo". Com isto, Abreu desfaz as dúvidas que ainda existiam sobre a permanência do Uruguai no Mercado Comum do Sul. Essas dúvidas surgiram nas últimas semanas, quando empresários uruguaios pediram o adiamento da entrada em vigor do MERCOSUL por considerarem seus termos prejudiciais à economia nacional. "O estreitamento dos vínculos econômicos entre os países da região aparece como um imperativo frente à consolidação da interdependência e integração dos mercados em uma escala mundial. Nossa visão de futuro passa necessariamente pelo fortalecimento da integração regional. O MERCOSUL deverá ser uma janela aberta para o mundo", observou. O ministro disse ainda que o Uruguai mantém "um sistema financeiro aberto e liberal, com normas regulatórias que facilitam a instalação e o funcionamento de empresas de intermediação financeira". E indicou também que já está em marcha o chamado projeto da hidrovia, que consiste de um corredor fluvial que sai da Bolívia e chega aos portos nacionais (JB).