A Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) montou para a Organização dos Estados Americanos (OEA) um mecanismo detector de fraudes, que será empregado no próximo dia nove, dia em que o Paraguai faz a primeira eleição realmente livre de seus 182 anos de história independente. Os peritos em estatísticas da UNICAMP localizam um certo número de colégios eleitorais que, em tese, sintetizam a totalidade do eleitorado paraguaio (1.699.052 eleitores). Credenciados pela OEA recolhem, então, os boletins de apuração e os repassam à uma central computadorizada, que faz imediatamente a projeção dos resultados obtidos para o conjunto do eleitorado. Se os resultados oficiais mostrarem um desvio grande em relação à projeção, acendem-se os sinais de alarme. "É melhor do que a boca-de-urna porque trabalhamos com o voto de fato emitido e não com o voto que o pesquisado diz ao pesquisador que emitiu", disse o embaixador brasileiro Baena Soares, secretário-geral da OEA. Concorrem à Presidência do Paraguai os seguintes candidatos: Juan Carlos Wasmoy (Partido Colorado, no poder há 74 anos); Domingo Laíno (Partido Liberal Radical Autêntico, liberal) e Guillermo Caballero Vargas (Encontro Nacional, social-democrata) (FSP).